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Está grávida? Pretende ter um bebê?

por Ana Gabrieli Reis da Silva / Há 5 meses

 

Veja os exames de um pré-natal seguro

 

São poucos os momentos tão felizes na vida de uma mulher quanto a descoberta da gravidez. A perspectiva de ser mãe desperta sonhos, abre novos horizontes e perspectivas. Mas, para que toda essa felicidade seja de fato completa mais do que nunca é preciso cuidar da saúde. Cuidar de você e do bebê que está por vir.

Fazer o pré-natal com rigoroso acompanhamento médico, cumprir à risca o cronograma de exames previstos para esse período é fundamental para garantir uma gestação segura. E nós queremos te ajudar. Para isso, com ajuda dos especialistas do laboratório Delboni, de São Paulo, preparamos uma tabela com os diversos exames recomendados para cada fase da sua gravidez.

 

Exames do primeiro trimestre da gravidez

 

Esses exames, que tem por objetivo verificar o estado clínico geral da mulher, devem ser realizados tão logo a gravidez seja confirmada. Em casos específicos, quando a gestante apresentar hipertensão, obesidade, diabetes ou outro tipo de comorbidade, exames adicionais poderão ser solicitados pelo médico que acompanha o pré-natal.

  • Tipagem sanguínea e fator Rh;
  • Teste de Coombs indireto nas pacientes que tiverem Rh negativo;
  • Hemograma;
  • Urina tipo I;
  • Urocultura e antibiograma;
  • Glicemia de jejum;
  • Exame parasitológico de fezes;
  • Citologia cérvico-vaginal (Papanicolaou);
  • Sorologia para sífilis (VDRL);
  • Sorologia ELISA anti-HIV;

Para uma avaliação inicial do feto, são recomendados:

  • Primeiro ultrassom: realizado entre a 8ª e a 10ª semana gravidez visa confirmar o local da gestação (se tópica ou ectópica), o número de embriões e sua vitalidade, permitindo também prever riscos de uma evolução desfavorável da gestação.
  • Segundo ultrassom: realizado entre a 11ª e a 14ª semana tem como objetivo identificar eventuais riscos de síndromes ou má formações fetais. Esse exame pode ser aprimorado com a dosagem sérica de marcadores bioquímicos, como o PAPP-A e a fração livre do b-hCG, o que permite elevar a precisão para até 97%, reduzindo a necessidade de exames complementares invasivos.

 

Exames do segundo trimestre de gravidez

 

Realizada entre a 15ª e a 27ª semana de gestação, junto com a repetição de exames que se mostraram alterados no primeiro trimestre ou os que são necessários para controle de comorbidade da gestante, essa segunda bateria visa avaliar as reações da mulher à gravidez, sua saúde geral, mantendo sob controle os indicadores essenciais.

  • Urina e urocultura;
  • Hemograma;
  • Glicose;
  • VDRL;
  • Curva Glicêmica ou teste de tolerância à glicose (avaliação de diabetes gestacional)

Para acompanhar a evolução do bebê:

  • Ultrassom morfológico e medida do colo uterino: realizados entre a 19 ª e a 24ª semana de gestação, esses exames avaliam em especial o desenvolvimento do bebê e o risco de prematuridade

 

Exames do terceiro trimestre de gravidez

 

Os exames dos últimos meses de gestação são realizados entre a 28ª semana e o nascimento do bebê, e servem para acompanhar a saúde materna.

  • Hemograma completo;
  • VDRL e controles sorológicos que forem necessários;
  • Cultura vaginal e retal para a pesquisa de Streptococcus do grupo β hemolítico;
  • Exame de urina tipo I;
  • Repetição de exames que se mostraram alterados no primeiro trimestre ou para controle de comorbidade da gestante.

Na avaliação direta do bem-estar fetal, para verificar o desenvolvimento do bebê e mapear riscos inerentes ao momento do parto, são recomendados:

  • Cardiotocografia (CTG)
  • Ultrassonografia obstétrica com ou sem Dopplerfluxometria colorida
  • Perfil biofísico fetal

 

Exames complementares na gravidez

 

Durante a gestação alguns exames complementares podem ser pedidos pelo médico para que se tenha uma análise mais ampla da saúde e do desenvolvimento do bebê. São exames não invasivos que exercem função importante nas tomadas de decisão ao longo da gravidez.

Nipt

O Nipt avalia se há risco de cromossomopatia fetal (síndrome provocada por alteração no número de cromossomos do feto). É feito através de coleta de sangue da mãe.

Sexagem fetal

Investiga se há o cromossomo Y no sangue materno, o que determina que o bebê é um menino. Sua ausência indica que o sexo é feminino.

RH fetal

Através da coleta de sangue da mãe esse exame determina o fator Rh do bebê, permitindo identificar a possibilidade de ocorrer isoimunização RH, uma intercorrência que pode levar à anemia intensa do bebê e culminar com seu óbito intrauterino.

 

Exames invasivos durante a gravidez

 

Procedimentos invasivos, para análise do material genético fetal, como a biopsia de vilo coral (entre a 11ª e a 14ª semana) e o amniocentese (a partir da 15ª semana) podem ser pedidos, em casos muito específicos, para determinação do cariótipo fetal e do sexo, para avaliar a maturidade do feto ou possibilitar o diagnóstico de doenças metabólicas hereditárias. Ambos consistem na introdução de uma fina agulha no útero, guiado por ultrassom, para retirada de amostras de materiais como placenta ou líquido amniótico.

Anotou na sua agenda? Seguir esses procedimentos, mais do que uma obrigação, é um gesto de amor! Sua primeira demonstração de cuidado com o pequeno que vem por aí para alegrar a sua vida.

 

 

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