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Novembro Dourado: o diagnóstico precoce é capaz de vencer o câncer!

Há 3 anos

Diagnóstico precoce. Essa é ainda hoje, mesmo com toda a evolução das técnicas de tratamento, a principal arma para combater o câncer infanto-juvenil. Na cartilha “E SE FOR CÂNCER INFANTIL? OS SINAIS DA DOENÇA E AS CHANCES DE CURA”, publicada pelo Graac de São Paulo, a doutora Mônica Cypriano lembra que o câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil. São cerca de 2.560 vidas perdidas por ano de acordo com dados do Ministério da Saúde. Mas, por ter sintomas muito semelhantes aos de infecções virais ou bacterianas comuns da infância, o diagnóstico precoce ainda é desafiador e exige a atenção de pais, responsáveis e pediatras para perceberem seus primeiros sinais.

A Dra Cypriano destaca que “quando a enfermidade é descoberta logo no início, alguns tipos de tumores, como, por exemplo, o tumor de Wilms (neoplasia renal) e retinoblastoma, (câncer ocular mais comum entre as crianças de até três anos), o índice de cura pode atingir mais de 90%. Por isso, estar sempre atento ao comportamento dos nossos filhos no dia a dia é essencial. É através da observação de suas rotinas, de sinais físicos e psicológicos que podemos identificar alterações que vão indicar que algo de anormal está acontecendo.
Quais os sintomas do câncer infantil?

Os principais sintomas do câncer infanto-juvenil, em boa parte, não são muito diferentes dos sinais que identificam outras doenças próprias de crianças e adolescentes. Vale citar:
– Dores de cabeça
– Febre prolongada de causa não identificada
– Vômito
– Ínguas e gânglios no pescoço, na barriga ou debaixo dos braços
– Dores nas pernas, especialmente nas juntas
– Manchas roxas ou pintinhas vermelhas espalhadas pelo corpo.
– Problemas de visão
– Perda de equilíbrio
– Perda de peso por causa não identificada

O que os pais precisam ficar sempre atentos é à permanência ou à frequência com que alguns desses sinais aparecem. Se as dores de cabeça de tornarem intermitentes, por exemplo, ou se manchas e ínguas permanecerem por mais de uma semana, dez dias, é indispensável buscar a ajuda de um médico – pode ser o pediatra da família – que certamente vai solicitar exames complementares de imagem, de líquor e de laboratório, que serão capazes de definir o diagnóstico.
Como prevenir o câncer infantil?
As causas do câncer em crianças não são específicas. Mas há fatores externos e ambientais que, demonstram as pesquisas, podem contribuir para o surgimento da doença. Por exemplo, filhos de pais fumantes que vivem desde cedo em ambientes contaminados pela fumaça do cigarro (os chamados fumantes passivos), consumo de drogas e exposição constante à radioatividade são fatores que podem aumentar a incidência da doença. Tudo isso, portanto, precisa e pode ser evitado.
Mas há ainda mais o que se pode fazer. É importante, segundo os médicos, para manter a saúde como um todo, adotar desde cedo um estilo de vida saudável com uma alimentação regrada, com o consumo regular de frutas, verduras e legumes, moderação de carnes e alimentos fritos e gordurosos. Praticar esportes, combater a obesidade – um fator de risco em determinados tipos de câncer – e realizar exames periódicos, mantendo uma rotina de visitas regulares ao pediatra também é recomendado.
O que fazer se o diagnóstico for positivo?
Manter a calma é essencial. O câncer infanto-juvenil, hoje, tem solução em boa parte dos casos, especialmente quando o diagnóstico é feito no início da doença. Hospitais de referência como o Graacc de São Paulo, o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, o Hospital de Barretos ou o Instituto Nacional do Câncer, no Rio, entre outros, têm uma média de cura que já passa de 70%, incluindo os tratamentos de alta complexidade. E é nisso que os pais têm de acreditar.
Um ponto importante é o momento de dar a notícia ao filho. Com os adolescentes, a conversa deve ser franca e direta, expondo a gravidade da situação, as privações a que podem ser submetidos por conta da medicação, mas também as perspectivas de cura. Para crianças menores, uma conversa lúdica, com recursos como contar uma história, usar bonecos e desenhos é o mais indicado. O importante, sempre, é manter a união em torno do paciente, o apoio da família e dos amigos, dos professores e colegas de escola. Tudo isso é essencial para assegurar o equilíbrio físico e emocional durante o tratamento mantendo acessa a luta pela vida.

 

Consulte com frequência o seu pediatra. Compartilhe informações e ajude outras famílias a cuidar bem dos seus filhos.

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